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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Como criar partições no HD



Toda vez que você precisa formatar o computador, uma pergunta lhe vêm à cabeça: onde colocar todos os seus arquivos para não perdê-los? Situações como esta podem ser evitadas criando partições no HD. Claro que tarefas assim não são triviais e exigem um pouco de conhecimento de informática por parte do usuário. O Baixaki preparou este artigo a fim de sanar qualquer dúvida do usuário.


Partições no disco?


Para quem não é da área, o termo partições de disco pode ser um pouco estranho. Criar partições no disco nada mais é do que “dividir” seu HD em duas ou mais partes. Calma, para esta divisão você não precisará de serrotes ou outra ferramenta do gênero.
Ao abrir a opção “Meu Computador” em seu PC e acessar o disco local, geralmente designado por C:, na verdade você está utilizando uma partição do disco que, nesse caso, é única.

Partições de disco???

Cada divisão criada é designada por uma letra do alfabeto seguida de dois pontos. Você pode ter: C:D:E:G: e assim por diante, cada uma dando acesso à uma partição.
Para ajudar a entender, imagine uma loja de departamento, que pode ser dividida em diversos setores. A loja em si seria o HD e, cada setor poderia ser uma partição diferente. Assim, você pode ter uma loja com apenas um setor, ou vários setores, tudo de acordo com a sua necessidade. Da mesma forma como você pode caminhar por cada setor da loja de forma independente, o acesso à cada divisão do disco não depende das demais.

Por que particionar o disco?


Como supracitado, algumas vezes é preciso formatar o computador e sempre surge a pergunta: onde colocar os arquivos para não perdê-los? O uso de partições no disco pode solucionar problemas como este.
Como? Simples, suponha que seu HD possui duas partições; em uma delas você pode instalar o sistema operacional e na outra guardar seus arquivos. Se surgir algum problema que exija formatação, basta realizá-la na parte que possui o sistema operacional, deixando seus arquivos intactos.
Outra utilidade para a criação de partições é possibilidade de instalar vários sistemas operacionais em uma mesma máquina, usando apenas um disco rígido. Cada sistema funciona de forma independente do outro, e apenas o espaço designado para cada partição é usado.

Sistema de arquivos


Durante a formatação e o particionamento de um HD, é preciso escolher o sistema de arquivos que será utilizado pelo sistema operacional. Este sistema nada mais é do que a maneira com a qual os dados serão armazenados e manipulados no disco. Cada sistema operacional possui sistemas de arquivos diferentes. O Windows, por exemplo, trabalha com FAT16FAT32 e NTFS, enquanto o Linux utiliza EXT2EXT3EXT4ReiserFSXFSJFS e muitos outros.
Mas como saber qual sistema de arquivos usar? Os mais utilizados, no caso do Windows, são NTFS e FAT32. Embora o FAT32 mostra-se mais rápido, o NTFS é mais seguro, permite trabalhar com grande volume de arquivos e possibilita a criação de permissões de acesso aos arquivos de forma mais elaborada, fugindo do padrão usado desde os tempos do MS-DOS (somente leitura, sistema, oculto e arquivo).

Não se assuste, particionar HD não tem segredo.

O FAT16 é o mais antigo dos três sistemas utilizados pelo Windows, e atualmente é pouco usado.
Para o sistema operacional Linux, o sistema mais usado é o EXT4. A principal característica deste sistema é o uso do recurso de journaling, que consiste em um “jornal” (diário) das alterações realizadas, permitindo que o sistema seja reparado de forma muito rápida após o desligamento incorreto.
Na dúvida, é recomendado usar o NTFS, pois, como visto, é mais seguro e é o que permite trabalhar com o maior volume de dados.

Como fazer


É possível fazer o particionamento do HD durante a instalação do sistema operacional. Porém, nem todos os usuários sabem fazê-lo. Veja como proceder:
1) No menu “Iniciar” clique com o botão direito do mouse em “Computador” e na sequência em “Gerenciar”.

Como criar partições no HD

2) No painel à esquerda, abra a categoria “Armazenamento” e depois clique em “Armazenamento de disco”.
3) Uma lista com suas partições será exibida. Clique com o botão direito do mouse na partição que deseja alterar.

Como criar partições no HD

4) Para finalizar, acesse a opção “Estender Volume”, "Diminuir Volume” ou "Excluir Volume". Assim você dividir, redimensionar e fazer qualquer alteração na partição em questão.

Usando programas


Existem vários aplicativos que auxiliam os usuários na tarefa antes designada apenas para técnicos ou pessoas com ótimo conhecimento de computadores. Não há como escolher apenas um aplicativo e dizer que é o melhor, pois cada um possui uma tarefa diferenciada. Dentre os programas, o Baixaki selecionou os cinco melhores para dar um breve parecer. São eles:

Como criar partições no HDDesenvolvido pela Symantec, este clássico dos particionadores e proporciona uma maneira rápida e fácil de criar partições no disco. Permite criar, redimensionar, mesclar, deletar e converter partições. É o programa mais usado por profissionais e técnicos de informática.

Como criar partições no HDAssim como o anterior, este aplicativo também é gratuito. Possibilita criar, editar e excluir partições facilmente, além de poder gerenciar as existentes. É extremamente leve e de fácil instalação.

Como criar partições no HDEste aplicativo é considerado pelos usuários o salvador, pois permite recuperar partições perdidas ou excluídas, mesmo depois do uso do FDisk ou de qualquer um dos programa citados. Suporta sistemas de arquivos usado nos Windows 95/98/ME/NT/2000 e XP.

Como criar partições no HDO último aplicativo possui duas versões, umas para rodar em CD e outra para rodar direto do disquete. Com ele você pode criar, deletar, formatar, desfragmentar, modificar, mover e administrar partições em seu disco rígido. É executável através do CD no momento do boot do sistema.
Clique aqui para listar outros programas que você encontra no InfoNet.
O assunto sobre criação de partições é extenso e, se estudado mais a fundo, torna-se um pouco complicado para quem não é da área de informática. Para quem sempre quis dividir o HD, mas tinha medo, os programas acima citados permitem a realização desta tarefa sem problemas. Agora é só colocar a mão na massa.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Manutenção de PCs: como instalar HD




Seu HD está cheio? Ou você está percebendo que dentro de pouco tempo você terá de trocar ou adquirir um novo HD? Atualmente isso é algo comum, visto que a internet está ficando cada vez mais rápida, e o resultado disso é maior agilidade na hora de baixar arquivos para o seu computador. Há um tempo atrás, encher um HD de 40GB utilizando internet discada parecia impossível. Hoje, com o surgimento de novas tecnologias, isso se tornou algo muito fácil.

Outros fatores que contribuem para que os HDs estejam atingindo a capacidade limite é o aumento do espaço em disco ocupado pelos sistemas operacionais, bem como os jogos, os quais muitos não são mais possíveis de se armazenar em DVDs comuns de 4.7GB.

Mas o que fazer quando o disco enche? Você pode optar por fazer backups, mas é muito chato ter os arquivos do computador dispersos em vários DVDs ou sabe lá qual foi a opção de backup escolhida. Não seria mais interessante se você aumentasse a capacidade de armazenamento do seu computador? Isso por ser feito ao trocar ou colocar um HD novo em seu computador.

Antes de começar...

Antes de mais nada, vale lembrar dos detalhes que devem ser levados em conta. Cuidado com a energia estática! Ela pode danificar seriamente seu computador. Leia este artigo sobre como abrir o gabinete do computador para mais detalhes sobre cuidados na hora de manusear o gabinete do computador.

É importante também que você não faça movimentos bruscos com o disco rígido. Ele é um componente frágil, e você deve manuseá-lo com cuidado.

Detalhes na hora escolher o novo HD

Consulte o manual da placa mãe e procure quais são as conexões pra disco rígido que ela suporta. A mais utilizada atualmente são as conexões SATA, mas ainda podem ser encontradas placas mãe com conectores do tipo IDE, nas quais são ligados HDs do tipo PATA.

Detalhes de um HD PATA Detalhes de um HD SATA

Se você não tiver o manual da placa, você pode encontrá-lo online, no site do fabricante. Se você não sabe qual é o modelo da placa mãe, tente verificar se ele não é informado quando você liga o computador (isso dependerá do fabricante e de configurações na BIOS). É possível também encontrar qual é o modelo da placa impresso no próprio componente.
Caso você não encontre em nenhum desses modos, também é possível utilizar programas como o System Information for Windows e Everest para tal tarefa. Outro método para verificar quais os tipos de HD que sua placa suporta é observar os detalhes dela e localizar quais os tipos de conectores que são encontrados. Mas é sempre bom olhar o manual para obter especificações mais precisas.

Conectores IDE para HDs PATAConectores para HDs SATA

Se sua placa mãe tiver suporte tanto para PATA quanto para SATA, prefira um HD do tipo SATA, pois é uma tecnologia melhor e mais atual. Leia mais sobre as principais diferenças do SATA para o PATA no artigo O que é SATA? 

Há também dois tipos de HDs SATA: SATA 1 e SATA 2. O cabo de conexão é o mesmo, e o que difere um do outro é a velocidade de transmissão de dados. Enquanto no SATA 1 os dados são transmitidos a 1.5Gbit/s, nos HDs SATA 2 a transmissão é de 3Gbits/s.

Mesmo que você não tenha certeza se a placa mãe de seu computador suporta HDs SATA 2, você pode conectá-lo à placa, pois caso ela não suporte, o HD funcionará normalmente, mas com velocidade reduzida.

Após ter escolhido o tipo e modelo de HD que você deseja comprar, você também deverá comprar um cabo para conectar o disco rígido à placa mãe do computador, caso você não possua nenhum sobrando.

Cabo SATACabo IDE para HDs PATA

Outro detalhe importante é verificar se a fonte de seu computador possui o conector de energia utilizado pelos HDs SATA. Caso ela não possua, será necessário comprar também um adaptador para esse tipo de conector.

Cabo de energia do HD SATACabo de energia do HD PATA

Iniciando o trabalho

Analise o disco

Primeiramente, analise se o HD está com jumpers inseridos, o que pode alterar as configurações. Se seu HD for do tipo SATA 2, ele poderá estar configurado de modo que velocidade dele fique limitada para SATA 1.

Se o modelo for do tipo PATA, você deverá configurá-lo como “MASTER”, caso o HD que você está inserindo seja o disco primário ou o único utilizado pelo computador, ou como “SLAVE”, no caso do disco ser secundário.

Detalhes da etiqueta de um HD PATADetalhe no jumper de um HD PATA

O modo como os jumpers afetam a configuração do disco pode ser localizado na etiqueta que fica na parte superior do disco rígido. Sempre leia a etiqueta e analise como os jumpers estão no disco antes de inserir um HD novo no computador.
Inserindo o disco
Após abertura do gabinete de seu computador, deixe-o em pé, de modo que o painel traseiro fique localizado à sua esquerda. Perceba que ao lado direito do gabinete existem espécies de gavetas. Este é o local onde o disco será fixado.

Computador com o gabinete aberto

Analise o disco rígido e note que existem locais para inserção de parafuso. Perceba também que na gaveta há “furos”, por onde os parafusos devem passar. Você irá inserir o HD na gaveta, cuidadosamente, e posicioná-lo de modo que o HD possa ser parafusado na gaveta.

Detalhes nos locais do parafusoHD inserido na gaveta

Em seguida, insira os parafusos na gaveta, e fixe o disco rígido no gabinete. É recomendado que sejam utilizados parafusos em ambas as laterais da gaveta para que o disco fique bem fixado no gabinete, pois o disco não deve se movimentar enquanto estiver trabalhando.

Fixe o disco rígido no gabinete

Insira agora os conectores de energia e de transmissão de dados. Tanto nos conectores de HDs PATA quanto nos conectores de HDs SATA, só há uma maneira de inserir os conectores no disco e na placa mãe.

Cabo SATA inserido na placaCabo IDE sendo inserido na placa
Detalhes no cabo IDE

Perceba que nos cabos IDE existem pequenas travas, as quais devem ficar para cima na hora de serem inseridas no disco. Já nos cabos SATA, o sulco do conector possui formato de “L”, o qual deve ficar orientado para baixo na hora da inserção no disco.

HD SATA com os cabos conectadosHD PATA com os cabos conectados

Pronto! Você acabou de conectar o HD ao seu computador. Após ter fechado o gabinete, ligue o computador e entre nas configurações da BIOS para ver se o disco foi detectado corretamente. Isso é feito ao pressionar a tecla “Delete” (em alguns casos a tecla pode variar – teclas como F10 e F1 podem ser utilizadas como atalho nesses casos) após ter ligado o computador.

Crie as partições no disco e finalize o trabalho.

Você deverá agora criar uma (ou mais, vai depender das suas necessidades) partição no disco para que ele possa ser efetivamente utilizado. No artigo Como criar partições no HD você pode conferir alternativas para fazer isso. Se o HD for o único existente no computador, será interessante você saber como instalar o Windows nele. Após ter realizado esses procedimentos, seu novo HD estará pronto para armazenar seus arquivos.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Desfragmentação de disco: por que fazer e como ocorre?


Você provavelmente já deve ter visto vários sites ou ouvido muitos técnicos comentarem o quão importante é realizar uma desfragmentação periódica em seu PC. Contudo, ninguém nunca te explicou o porquê de fazer isso, a única frase que utilizam sempre é: faça a desfragmentação, porque ela deixa o computador mais rápido. Como o Baixaki gosta de levar você a conhecer melhor o mundo da informática, hoje explicaremos um pouco sobre a desfragmentação e o real motivo para você fazê-la.

Entulhando o disco rígido

Para você ter uma ideia do porquê de fazer a desfragmentação, é necessário primeiramente entender como os arquivos são armazenados no disco rígido.Pois bem, vamos a uma explicação simples. O armazenamento de arquivos depende principalmente do sistema operacional, porém vamos abordar somente a maneira como o Windows trabalhar com os arquivos, porque ele é o sistema que mais necessita de desfragmentação.
Primeiramente confira o infográfico abaixo e então leia o texto explicativo.

HD novo com conteúdo recém-instalado

Legenda: HD com o sistema recém-instalado

Na imagem acima, você pode conferir o exemplo de um HD que tem o sistema Windows recém-instalado, programas gerais, alguns jogos e softwares específicos de porte maior. Na figura abaixo você verá o que acontece quando você remove alguns dados que estejam no disco.


Ao deletar arquivos, buracos aparecem

Legenda: Após deletar alguns dados e desinstalar programas, o HD fica com buracos

Repare que as partes que estão preenchidas com um degradê de preto e branco são as áreas onde havia algum programa ou jogo. Agora que este conteúdo foi apagado (desinstalado), o disco rígido fica com buracos, não fisicamente, mas virtualmente são espaços onde não há nada instalado. Repare na figura a seguir, o que acontece quando instalamos algo novo no disco rígido.

Ao instalar novos programas, eles serão inseridos nos buracos que foram criado após deletar algum conteúdo

Legenda: Novos aplicativos irão entrar nos buracos

Veja que as áreas pintadas com uma mistura de tons de verde é o espaço ocupado pelo Jogo 4. Contudo, o Windows não conseguiu inseri-lo em um mesmo espaço, sendo que foi necessário separar os dados em partes. Uma parte do jogo está bem distante das outras duas, fator que irá complicar muito na hora em que você for abrir e utilizar o conteúdo deste jogo (mais adiante há uma explicação mais detalhada).
Além disso, o “Espaço Livre 2” é uma área onde havia conteúdo e agora não há mais, que futuramente estará com muitos outros dados. Confira na imagem abaixo, como seu HD pode ficar após um ano — ou até menos tempo — de uso, de tanto instalar (e desinstalar) jogos e programas e de salvar tantos dados no disco.


HD fragmentado

Legenda: Após muito tempo, o HD virou uma bagunça e está todo fragmentado

Note o que o Windows se obriga a fazer quando você não para de instalar e desinstalar softwares. Ele reparte tudo, deixa cada parte dos programas e dos documentos espalhados pelo disco rígido, exatamente como se os programas estivessem em fragmentos. Isso começa a dificultar cada vez mais o acesso a qualquer arquivo dentro do HD, porque seu disco terá de ler um pedaço do arquivo na parte inicial do disco e outro no final.

O Windows quebra qualquer arquivo

Para não ter de ficar trabalhando constantemente, o Windows se aproveita de qualquer espaço vazio que você tenha em seu disco rígido. Suponhamos que você deletou alguns arquivos de música que totalizavam 30 MB. Logo após isso, você baixou o trailer de um filme que tem 50 MB de tamanho. O Windows não irá perder tempo organizando seus arquivos para colocar o trailer completinho em um mesmo lugar. Ele simplesmente deixa 30 MB do trailer onde estavam seus arquivos de música e coloca os outros 20 MB em outro setor qualquer.

Organizando a bagunça e juntando fragmentos

O Windows é um sistema que tem uma tendência bem maior a deixar os dados do disco rígido sempre bagunçados. Sabendo disso, a Microsoft incluiu no sistema um desfragmentador de disco e usá-lo é uma obrigação do usuário que não quer ter um sistema operacional veloz funcionando como uma “lesma”. Portanto, é altamente recomendado que a cada três meses (ou até em menos tempo que isso) você execute o desfragmentador. Veja no infográfico o que o desfragmentador faz com os dados do disco rígido.

Após desfragmentar

Legenda: Ao desfragmentar, o Windows agrupa as pastas e arquivos do mesmo tipo em um mesmo local.

Repare que o desfragmentador do Windows agrupou os jogos num mesmo local, os documentos estão todos juntos, os softwares agora ficam em um mesmo setor do disco. Vale frisar que o desfragmentador obedece à ordem das pastas e não dos tipos de arquivos. O processo não se resume somente a organização dos arquivos, mas principalmente a união dos fragmentos dos arquivos, daí o nome “Desfragmentador”.
Por exemplo: ele verifica que você possui o jogo Gears of War instalado, contudo, durante a instalação não havia espaço suficiente em um mesmo setor, sendo que o instalador foi obrigado a separar os 10 GB (GigaBytes) do jogo em vários locais.
Sendo assim, o desfragmentador irá unir todas as DLLs, arquivos de som, vídeo e demais arquivos do Gears of War em um mesmo local, para que quando você for abrir o jogo, o Windows não tenha de buscar as DLLs necessárias em outro local.

Por que ao desfragmentar, os arquivos de mesmo tipo não ficam num mesmo lugar?

Pois bem, para explicar isso é bem fácil, pegue o mesmo exemplo utilizado acima. Caso o desfragmentador unisse todas as DLLs do seu disco em um mesmo setor, o sistema operacional teria um grande problema para rodar o jogo, porque ele teria de abrir o executável do arquivo num local  do disco e procurar as DLLs junto com outras muitas DLLs do Windows (aquelas que ficam nas pastas System e System32). Isso seria um problema, porque além do Windows ter de ficar procurando arquivos no meio da bagunça, o disco rígido seria utilizado constantemente, podendo estragar em muito pouco tempo.
Há outros artigos no Baixaki que mostram um pouco mais sobre desfragmentação, confira eles clicando nos links abaixo:

Bom, a explicação sobre a desfragmentação de disco acaba aqui. Claro que há muito mais a ser dito e explicado, porém iremos adicionando outros artigos com mais informações. Espero que as imagens tenham ajudado na compreensão do texto. Fiquem a vontade para comentar!

domingo, 13 de janeiro de 2013

Dataram RAMDisk 4.0



Dataram RAMDisk é um aplicativo que permite a criação de discos virtuais para armazenamento de dados. O programa, como o nome deixa bem claro, cria o que é conhecido como RAM drive.
Ele faz uso de espaços da memória RAM que não são utilizados. É bastante comum que boa parte dos 2 ou 4 GB de memória existentes no PC fiquem “sobrando”, a não ser que você faça uso constante de programas pesados, que consomem muito da máquina.

Maior desempenho

O uso de RAM drives permite um aumento de desempenho do computador, pois estes discos acessam e transmitem dados a uma velocidade maior do que as que comumente o fazem os discos rígidos. Obviamente que a capacidade de armazenamento de um disco virtual é muito mais limitada do que a dos HDs, porém pode ser bastante útil para casos específicos. (como armazenamento do cache de navegadores).

Dataram RAMDisk

Criando um disco

O Dataram RAMDisk permite a criação gratuita de RAM drives de até 4 GB. Se desejar fazer o mesmo com espaços maiores, será preciso adquirir uma licença paga no site do desenvolvedor. Então, para criar os discos até o limite máximo – tanto disponibilizado pelo programa quanto disponível no computador –, basta habilitar algumas opções.
O aplicativo é organizado em quatro abas. A primeira é “Settings” e diz respeito às configurações gerais, e na opção “Disk Size” você escolhe o tamanho do disco que será criado. Lembre-se de verificar qual o limite máximo para ser usado. Você pode ainda escolher de que tipo será o disco, se FAT16, FAT32 ou não formatado.
A guia “Load and save” está ligada mais ao conteúdo. Nela, você seleciona se a imagem deve ser carregada junto com o sistema operacional (“Load Disk Image at Startup”), se deve ser criado um diretório para arquivos temporários (“Create TEMP directory”) e escolhe ainda uma etiqueta para o disco (“Disk Label”).
A aba “Event log” registra em forma de texto todos os eventos que ocorrem com o disco virtual, e a aba “Options” tem uma única função, a de que o usuário defina manualmente quanto tempo deve ser aguardado para que o RAM drive criado comece a funcionar efetivamente.



Mande-nos sua dúvida para INFONET.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Por que o SSD vai destronar o HD comum?



Alguns novos computadores já começaram a apresentar um novo tipo de armazenamento: os discos de estado sólido (Solid State Drive ou SSD). Há muitos usuários que renegam essa tecnologia por causa do alto custo e das capacidades reduzidas (quando comparadas a HDs comuns), mas é necessário entender as vantagens oferecidas por um modelo que dispensa os processos mecânicos.
Para quem ainda não conhece as máquinas que utilizam SSDs, podemos citar os Macbook Air(notebooks ultrafinos da Apple) ou o Samsung 9 Series (criado para concorrer no mercado dos portáteis ultraleves). E uma informação para quem pensa que apenas empresas de pequeno porte estão fabricando esses componentes: um dos maiores nomes na fabricação de discos sólidos é a Intel.
Sabendo disso, fica claro que o mercado desse modelo de armazenamento está em ascensão. Mas como acontece com grande parte dos produtos que chegam aos consumidores, várias dúvidas sobre os SSDs estão pairando no ar. Aproveite este artigo para sanar as principais incertezas que você possui acerca dos componentes de hardware que, em alguns anos, devem desbancar os HDs na disputa por usuários.

O fim dos processos mecânicos

Discos de estado sólido são fabricados sem partes móveis, ou seja, são peças inteiras que trabalham com componentes estáticos. Diferentemente do que acontece com discos rígidos comuns, eles não utilizam processos mecânicos para a gravação e a leitura de arquivos no disco magnético (HDs funcionam de maneira similar aos toca-discos).
No lugar da agulha e do disco, os SSDs são constituídos por dispositivos de memória Flash. Dessa forma, o processo de escrita e leitura dos arquivos é feito de maneira elétrica, quase instantânea. O motivo para isso é o acesso facilitado do processador aos dados gravados, pois não é necessário dissipar energia com o movimento das faixas magnéticas.

Boot facilitado


Computadores como o Macbook Air podem ser carregados para todos os locais sem a necessidade de desligá-lo. O processo de "acordar" após longos períodos de hibernação é muito rápido, assim como o tempo de boot. Testes da Samsung indicam a inicialização do Windows em 36 segundos para computadores com SSD, e 63 segundos para máquinas com HD.

Resistência contra impactos


Conhece alguém que sofreu perdas de dados por causa de impactos ocorridos com seus computadores? Se não, pelo menos já ouviu alguém reclamando sobre travamentos após pequenas pancadas nos notebooks ou gabinetes dos desktops. Isso acontece por um motivo bastante simples: os HDs são produzidos com discos magnéticos e agulhas (ressaltamos a analogia a um toca-discos).
Quando algum impacto ocorre, essa agulha pode perder-se na leitura e gravação dos dados, fazendo com que o computador trave completamente. Em casos mais sérios, os HDs podem ser inutilizados, pois, em vez de a agulha apenas se perder, ela acaba riscando o disco magnético do componente.

Por que o SSD vai destronar o HD comum? [infográfico]

Computadores com SSD não sofrem com isso. Sem partes mecânicas na composição do dispositivo, impactos ou grandes sessões de “chacoalhões” não oferecem riscos. Testes da Samsung apontam para resistência contra choques com frequência de mais de 2 mil Hz, enquanto os HDs pararam de funcionar com menos de 400 Hz.
Logicamente, pouca gente precisa utilizar os computadores em situações de tamanha instabilidade, mas o ponto positivo nesse caso é a enorme resistência a impactos, garantindo que os dados não sejam perdidos ou os discos, danificados, evitando também gastos com manutenção e novas peças.

Eficiência energética


O adjetivo que mais tem sido empregado para descrever as novas tecnologias é “verde”. Os dispositivos de memória SSD fazem parte disso, pois são criados para reduzir o consumo energético e garantir melhor eficiência com os recursos que utiliza. Pode-se dizer que com a mesma quantidade de energia é possível fazer muito mais.
O maior benefício trazido por isso é a maior duração das baterias de notebooks. Sem discos rotativos, menos energia é dissipada com o movimento, sendo direcionada para a transmissão de dados entre os componentes do computador (saiba como reduzir o consumo no seu computador).

Em que os HDs são superiores?


Como se sabe, nenhuma tecnologia é perfeita. Hoje, os discos de estado sólido ainda apresentam alguns problemas que impedem esta ferramenta de entrar com força no mercado mundial. É necessário entender que ainda existem alguns pontos em que os discos rígidos tradicionais são superiores. Vamos a eles.

Alto custo por GB


Você deve se lembrar de que o computador já custou mais do que um carro (em 1980, armazenar 1 GB chegava a custar 193 mil dólares). É lógico que o SSD está muito aquém desse valor, mas ainda existe um alto custo para armazenar dados em discos sólidos, principalmente se comparados aos atuais baixos preços dos HDs.

Um disco rígido de 64 GB pode chegar a custar menos de 20 dólares no mercado norte-americano, sendo que discos de 500 GB já podem ser encontrados por menos de 100 dólares. Ao mesmo tempo, um SSD com essas proporções ainda não está sendo produzido comercialmente, devido ao alto custo.

Pouca capacidade e limite de inscrições


Devido aos valores cobrados por esses dispositivos, produzir discos com capacidades elevadas ainda não é vantajoso para as fabricantes. Felizmente o cenário está se modificando aos poucos e hoje já existem alguns SSDs que contam com 256 GB para armazenar arquivos. Outro problema é a limitação dos discos: enquanto HDs podem ser sobrescritos infinitas vezes, SSDs podem parar de apagar dados em determinados setores da memória.

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